Num mesmo ano havia escrito duas histórias que futucavam dentro da minha cabeça para sair. A terceira surgiu quando ouvi uma frase que ouvi da minha madrinha, quando fazia parte de um grupo de jovens. Sai da reunião com a frase na cabeça, na hora tinha tanto significado para mim.

Minha mãe costumava ouvir um CD de histórias reais que meu primo gravava e vendia ou detribuia. Entre tantas, apenas uma me chamou atenção. Juntei esse história com a frase que ouvi e no dia seguinte, ao voltar para a escola mais cedo, de manhã, comecei minha mais nova história. Ao terminar o primeiro rascunho já era a minha preferida. Mas claro que faltava muita coisa. E muita mesmo. Eu não sabia que escrever era tão difícil. Um ingênuo no meio desse mundo que começava a fazer parte. No entanto, fui buscando a cada dia a melhora desse livro. Estudando ao mesmo tempo que ajeitava a história. Chegava na metade com tanto orgulho, depois voltava para o começo porque havia coisas desconectadas, sem nexo. Nisso foi passando 2016, 2017 e eu já estava cansado. Realmente achei que acabaria em 2018. Não. Eu não achava nada bom. O tanto que eu acreditava na minha obra queria que ficasse perfeita. Chegou 2019, esgotado fui estudar mais um pouco. Nada ficava bom. Continuava a reescrever, revisar apagava, acrescentava, buscava um bom titulo… Vários pontos que eu precisava melhorar.

Tudo isso eu fazia sem perceber uma coisa importante. Por vários meses mantia os olhos grudados na história onde: Ninguém era perfeito.
Não queria que meus personagens fossem perfeitos. Provavelmente meu desejo fosse colocar a maior parte neles de defeitos e somente algumas qualidades.

Já que eu não queria isso, me avaliei por muito tempo e cheguei a conclusão: “Quem sou eu para escrever uma história perfeita? Ainda mais com tantos personagens cheios de erros.”

Pouco a pouco fui aprendendo com eles. Com o que criei. Com pessoas que saíram da minha cabeça.

Esse livro não se tornou perfeito como eu esperava. Me ensinou a coisa mais importante sobre a dedicação como a virtude de um bom trabalho. É isso. Eu agora a julgo como boa. Nunca como perfeita. Assim serão minhas outras histórias. Porque nesses 4 anos e meio que passaram, aprendi muito e continuo disposto a aprender. Sempre.

Sejam bem vindos!

Agora preciso te esclarecer o significado desse título que tanto ralou para chegar. Como se passa no Acre, depois de muito tempo vi que a história se encaixa muito bem nesse lugar. Ainda mais com a sua história, sua garra, sua bandeira…

Para quem não conhece os significados, ou nunca viu a bandeira do Acre, existe a combinação das cores verde e amarelo que é uma forma de representar a integração do Estado no país. Há também no canto superior esquerdo – uma estrela vermelha – conhecida como “estrela solitária” ou ” “estrela altaneira” simbolizando o sangue dos bravos, dos que lutaram pela anexação da área ao Brasil.

E é Nesta história que vamos seguir com personagens que lutam pelos objetivos de forma brava, forte e violenta. Uma história sobre famílias, o bem e o mal, perdão e vingança, defeitos e qualidades e acima de tudo sobre qualquer capacidade do ser humano para conseguir o que quer na vida.

Portanto, Altaneiros é a representação do Estado, a representação dos personagens. Leia com o coração, com simplicidade; com certeza tirara a mensagem oculta da obra.

Curtam, cometem e mergulhem de cabeça. Boa leitura!

R.A.

https://my.w.tt/L8CLyCwrW1

Publicado por Escrever para eternizar as coisas

poeta, autor, desde 2009

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